As Asas dos Teus Olhos
As asas dos teus olhos fecham
No vôo solitário... esquecido
Nunca encontrou minhas asas
Que procuram as suas
Imagens nuas do olhar perdido.
As asas dos teus olhos silenciam
No triste estertor do teu cansaço
Procuram o abraço incendiado
A estrada escondida
Que revele o castelo abandonado.
As asas dos teus olhos acendem
Oculta esperança dos meus olhos
Mesmo que não me fitem atendem
O aceno, o grito e o sussurro
Coração aflito esmurrando muro.
As asas dos teus olhos queimam
O rosto exposto a tempestade amor
Se na ausência o coração treme
Na tua presença, há de temer
O silêncio de uma flor.
As asas dos teus olhos ferem
Navalhas afiadas em sedução
Fluindo o peso insuportável
Da primeira vista... atração
No lírio impuro de campos virgens.
As asas dos teus olhos pousam
Sobre o luar intenso e apaixonado
Tornando rubra a dourada
Face tímida. Poderia ter imaginado
Que até um astro se renderia?
As asas dos teus olhos pensam
Será que os pensamentos meus
Envolvem os teus?
O banho em fonte de mel e leite
O azeite escorrendo em favos de ternura.
As asas dos teus olhos sonham
Em globos coloridos e jazidas
Com jóias cintilantes sobre os belos seios
E as escondidas
Auréolas dos teus anjos.
As asas dos teus olhos suspiram
Suspiro que perfuma e diz
Que procuras o amor tão esperado.
Poderia ser teu aprendiz
E aos teus olhos ser consolo e consolado?
As asas dos teus olhos cantam
Pássaros serenos e desconhecidos
E o balé das cores
Falam de amores perdidos
Em portais de eternas dores.
As asas dos teus olhos dançam
Sensualidade e inocência
Em teus passos
Estendo ao vazio meus abraços
Espero recolher vestígios.
As asas dos teus olhos partem
Esquecendo os tristes olhos meus
Não houve gesto, nem adeus
A tua despedida dorme aquecida
Na retina partida dos tristes olhos meus.
Fim de Jogo
O jogo acabou
A bola parou
A torcida sumiu
O vazio ficou
A sede aumentou
A vida partiu
E nada mudou
O mundo silenciou
E todos dormiram
E todos sonharam
E todos acordaram
E todos levantaram
E todos gritaram
E todos choraram
A dor sufocou
O grito calou
O olhar desfaleceu
O suor escorreu
A fonte secou
O palco cedeu
A peça findou
Ninguém aplaudiu
Mais um que passou
A terra cedeu
Ninguém te lembrou
O buraco se abriu
E te engoliu.
As asas dos teus olhos fecham
No vôo solitário... esquecido
Nunca encontrou minhas asas
Que procuram as suas
Imagens nuas do olhar perdido.
As asas dos teus olhos silenciam
No triste estertor do teu cansaço
Procuram o abraço incendiado
A estrada escondida
Que revele o castelo abandonado.
As asas dos teus olhos acendem
Oculta esperança dos meus olhos
Mesmo que não me fitem atendem
O aceno, o grito e o sussurro
Coração aflito esmurrando muro.
As asas dos teus olhos queimam
O rosto exposto a tempestade amor
Se na ausência o coração treme
Na tua presença, há de temer
O silêncio de uma flor.
As asas dos teus olhos ferem
Navalhas afiadas em sedução
Fluindo o peso insuportável
Da primeira vista... atração
No lírio impuro de campos virgens.
As asas dos teus olhos pousam
Sobre o luar intenso e apaixonado
Tornando rubra a dourada
Face tímida. Poderia ter imaginado
Que até um astro se renderia?
As asas dos teus olhos pensam
Será que os pensamentos meus
Envolvem os teus?
O banho em fonte de mel e leite
O azeite escorrendo em favos de ternura.
As asas dos teus olhos sonham
Em globos coloridos e jazidas
Com jóias cintilantes sobre os belos seios
E as escondidas
Auréolas dos teus anjos.
As asas dos teus olhos suspiram
Suspiro que perfuma e diz
Que procuras o amor tão esperado.
Poderia ser teu aprendiz
E aos teus olhos ser consolo e consolado?
As asas dos teus olhos cantam
Pássaros serenos e desconhecidos
E o balé das cores
Falam de amores perdidos
Em portais de eternas dores.
As asas dos teus olhos dançam
Sensualidade e inocência
Em teus passos
Estendo ao vazio meus abraços
Espero recolher vestígios.
As asas dos teus olhos partem
Esquecendo os tristes olhos meus
Não houve gesto, nem adeus
A tua despedida dorme aquecida
Na retina partida dos tristes olhos meus.
Fim de Jogo
O jogo acabou
A bola parou
A torcida sumiu
O vazio ficou
A sede aumentou
A vida partiu
E nada mudou
O mundo silenciou
E todos dormiram
E todos sonharam
E todos acordaram
E todos levantaram
E todos gritaram
E todos choraram
A dor sufocou
O grito calou
O olhar desfaleceu
O suor escorreu
A fonte secou
O palco cedeu
A peça findou
Ninguém aplaudiu
Mais um que passou
A terra cedeu
Ninguém te lembrou
O buraco se abriu
E te engoliu.
7 Comments:
Samuel, que linda descrição do namoro através do olhar - o amor não retribuido. Pelo menos foi o que significou para mim. Estou certa?
E a segunda, não sei por que mas me cheirou a Drummond.
Bjs.
Marisa... o poeta não dá explicações sobre a sua poesia. A leitura depende de cada leitor. Acredito assim. A tua sensibilidade captou um amor não retribuído através do olhar. Triste beleza.
Abraços.
SSS
samy!
surpresa
sandra
Não sei bem o que significou, mas foi algo mesmo importante... Não sei explicar... Talvez ler melhor... Mas algo de especial me tocou no fim... Não sei bem!
Bjtos... Digo-te algo depois..
Sandra... gostei muito do novo blog.
Thanky... leia nas entrelinhas...
Abraços.
Cara, também escrevo, mas esse seu primeiro poema acho que foi um dos mais belos que já li...e olha que leio bastante....
Você concorda que a inspiração pra escrever tais coisas vem do vazio interior ou da tristeza?
Abraços, e parabéns!
Gostei muito dos poemas. Gostaria que se soubesse, por favor me indicasse um poema onde há medo de alguém de perder seu amado por alguma doença. De viver sem esse amor que dá vida a vida dela.
Obrigada, abraços.
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