O Vagalume e a Estrela
Estrela desafia vagalume
Era a manchete do jornal
Façam suas apostas
Quem vencerá no final?
Vagalume pensativo
Estrela muito confiante
Desafio era motivo
Pra ajuntamento distante
Luz da estrela resiste milênios
A do vagalume é um suspiro, tão breve
A orgulhosa estrela sorrindo
Perguntava: Pra que tua luz serve?
Vagalume em silêncio meditava
Sobre o confronto ameaçador
O ajuntamento aumentava
E aposta dizia: Estrela será vencedor
A hora esperada chegou
Era meia noite em ponto
A luz da estrela aumentou
Inspirando um escritor de conto
Inesperadamente, a luz titubeou
Vacilante, piscou até se apagar
Sozinho vagalume comemorou
Estrela morta não pode iluminar
A multidão assustada com a escuridão
Festejava o vagalume vencedor
Clamando em alta voz:
Leve-nos pra casa, por favor
Vagalume coroado, com o peito estufado
Conduziu a procissão rumo à cidade
Mas, da vitória inebriado
Esqueceu sinalizar que a eternidade
Há de o brilho de todos apagar.
Vagalume um tanto inchado
Explodiu em pleno ar
Ficando o povo encantado
Em poucos minutos tantas lições
E este conto é então contado
Aos viajantes dos sertões
Por gerações, nunca aumentado
Narrei-o como recebi
De um velho sacerdote em noite enluarada
Espero que aprenda o que aprendi
Vagalume e estrela seguem a mesma estrada.
Era a manchete do jornal
Façam suas apostas
Quem vencerá no final?
Vagalume pensativo
Estrela muito confiante
Desafio era motivo
Pra ajuntamento distante
Luz da estrela resiste milênios
A do vagalume é um suspiro, tão breve
A orgulhosa estrela sorrindo
Perguntava: Pra que tua luz serve?
Vagalume em silêncio meditava
Sobre o confronto ameaçador
O ajuntamento aumentava
E aposta dizia: Estrela será vencedor
A hora esperada chegou
Era meia noite em ponto
A luz da estrela aumentou
Inspirando um escritor de conto
Inesperadamente, a luz titubeou
Vacilante, piscou até se apagar
Sozinho vagalume comemorou
Estrela morta não pode iluminar
A multidão assustada com a escuridão
Festejava o vagalume vencedor
Clamando em alta voz:
Leve-nos pra casa, por favor
Vagalume coroado, com o peito estufado
Conduziu a procissão rumo à cidade
Mas, da vitória inebriado
Esqueceu sinalizar que a eternidade
Há de o brilho de todos apagar.
Vagalume um tanto inchado
Explodiu em pleno ar
Ficando o povo encantado
Em poucos minutos tantas lições
E este conto é então contado
Aos viajantes dos sertões
Por gerações, nunca aumentado
Narrei-o como recebi
De um velho sacerdote em noite enluarada
Espero que aprenda o que aprendi
Vagalume e estrela seguem a mesma estrada.
9 Comments:
Resolvei inovar né? Ficou muito legal, simples, tocante e mesmo assim profundo, reflexivo. Gostei muitooooo!!
Chapeleiro... fico feliz que tenha gostado. Abraços.
Samy,
você pensa que existem mais seres-humanos-estrelas ou seres-humanos-vagalumes no planeta terra?
:)
Sandra... infelizmente ainda há mais seres humanos apagados, que ainda não despertaram para a realidade que os cerca.
Abraços.
Olá Samuel...
Obrigado sempre.
Caio
Samy!
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É pena que as pessoas não despertem para a realidade! Bjs grandes. Thinky
simplesmente genial e simples. mto bom.
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