A morte da poesia
Escondeu-se a poesia
Temendo os barrancos, a íngreme ascensão ao infinito
E a nudez indesejada da verdade.
Recolheu-se a imaginação
Temendo as pedras, o ceticismo triunfante dos infelizes
A camisa de força da cidade.
O triunfo dos cientistas
Foi comemorado até amanhecer um novo dia
Branco e preto, olhos em brasas.
Desvairada sorte
Respirar a morte em vida, apagar o pôr do sol
Asfixiar a beleza das casas.
Escondeu-se a poesia
As abelhas suadas erguiam os pescoços
Tentando avistar mais do que o nevoeiro.
No horizonte de uma nova ordem
Viam o carvoeiro atiçar o fogo do caos
Atracando as naus no cais atulhados de ossos.
Os homens das cavernas uivavam
Nos seus laboratórios, nas suas palestras
Fazendo sexo com a mãe-natureza
Gerando filhos raquíticos, em sua nobreza
Construindo berçários com muros, sem arestas
Impedindo o soluçar misterioso.
Escondeu-se a poesia
Temendo o violento instinto carnal
As palavras choram quando o diafragma silencia
A inscrição vermelha dizia: Sexo
Os lábios iluminados por um vagalume sussurravam: amor
O dia se fez noite trazendo o mal sem nexo, a dor
Da insatisfação mais delirante
Do orgasmo prostituto desfigurou-se a superfície
Vi o sagrado rolando na ladeira
As vestes rasgadas, cabelos em desalinho, olhar assustado
As mãos calejadas de poesias, a voz distante
Um tecelão reconstruindo o mundo à beira da lareira.
Escondeu-se a poesia
No fogo crepitante
Até que o sopro divino levantasse a fagulha da inspiração
Reaquecendo o universo tão maçante
Sem a poesia resta a pedra e o pó, a morte só
Procurando a promessa da vida e a nostalgia da canção.
Temendo os barrancos, a íngreme ascensão ao infinito
E a nudez indesejada da verdade.
Recolheu-se a imaginação
Temendo as pedras, o ceticismo triunfante dos infelizes
A camisa de força da cidade.
O triunfo dos cientistas
Foi comemorado até amanhecer um novo dia
Branco e preto, olhos em brasas.
Desvairada sorte
Respirar a morte em vida, apagar o pôr do sol
Asfixiar a beleza das casas.
Escondeu-se a poesia
As abelhas suadas erguiam os pescoços
Tentando avistar mais do que o nevoeiro.
No horizonte de uma nova ordem
Viam o carvoeiro atiçar o fogo do caos
Atracando as naus no cais atulhados de ossos.
Os homens das cavernas uivavam
Nos seus laboratórios, nas suas palestras
Fazendo sexo com a mãe-natureza
Gerando filhos raquíticos, em sua nobreza
Construindo berçários com muros, sem arestas
Impedindo o soluçar misterioso.
Escondeu-se a poesia
Temendo o violento instinto carnal
As palavras choram quando o diafragma silencia
A inscrição vermelha dizia: Sexo
Os lábios iluminados por um vagalume sussurravam: amor
O dia se fez noite trazendo o mal sem nexo, a dor
Da insatisfação mais delirante
Do orgasmo prostituto desfigurou-se a superfície
Vi o sagrado rolando na ladeira
As vestes rasgadas, cabelos em desalinho, olhar assustado
As mãos calejadas de poesias, a voz distante
Um tecelão reconstruindo o mundo à beira da lareira.
Escondeu-se a poesia
No fogo crepitante
Até que o sopro divino levantasse a fagulha da inspiração
Reaquecendo o universo tão maçante
Sem a poesia resta a pedra e o pó, a morte só
Procurando a promessa da vida e a nostalgia da canção.
3 Comments:
Forte!
Como sempre tocas com palavras e tua sensibilidade poética & humana, Samy, demasiado humano & poeta.
Passei por saudade & para dizer-te que a tatoo no meu pé é o nome de Platão em grego, uma flor vermelha e lilás com ramos e folhas em verde abaixo do nome de Platão, homenagem à Fil Antiga e aos Poetas e Filos Franceses. Estarei com meus passos guiados a partir de agora, Samuel Querido?
beijos
Samy,
Feliz Natal & Paz & Grandes Poesias para o ano de 2007. Muita iluminação em teus pensamentos & observações sobre a Vida_ Vida-Bela &m Poesia.
beijo de Paix & Bem
sANdrA
Sandra... Feliz Natal e um ano recheado de sabedoria e felicidade. Obrigado pelo carinho dedicado a este velho peregrino.
Abraços
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