Duas poesias: "Amor com medo" e "A semeadura"
Se vou morrer que seja te amando
Se te amando terei sorriso nos lábios
Se te querendo hei de ter beijando
Do celebrado amor todos os alfarrábios
Se vou partir que seja docemente
Se docemente terei toda alegria
Se te tocando hei de gozar livremente
Da esperança de tê-la todo dia
Se vou ficar que seja inflamado
Se inflamado desvendarei segredos
Se penetrando no teu colo adorado
Da dor prazer cinzelarei teus medos
Ao depurar teus medos deixarei
Que o medo de perder-me te domine firme
Não sei se isto é egoísmo ou crime
Receio de perdê-la chamarei
Se há crime em amar com medo
Que a folha de papel engula esse segredo
------------------------------------------
Espalhei flores
Colhi espinhos.
E a lei de semeadura?
Escondeu-se?
Não, pensando melhor
Os espinhos não fazem parte das flores?
Porque acho estranho
Colher espinhos em vez de flores?
Poderia ser o galho seco,
As pétalas caídas,
Pelo menos elas não machucam.
Mas, pensando bem
Porque não colher espinhos?
O golpe sutil
Pode servir para extrair
Uma gota de sangue ruim
Que ainda circula em minhas veias.
Mas, a quem isso interessa?
A um mundo em pressa
Que não têm tempo de olhar flores?
Espalhei amor
Colhi ingratidão.
E a lei da semeadura?
Recolheu-se?
Talvez seja o período da hibernação
O inverno, a estação
De vestir casaco, de buscar um ninho quente
Nesse caso, a semeadura talvez esteja
Esquentando algum doente.
Mas, então se esqueceu de mim?
Não, pensando bem
Porque revoltar-se com a ingratidão?
Esse punhal cravado
Pode atingir um nervo atrofiado
Restaurar um movimento.
Mas, a quem isso interessa?
A um mundo em pressa
Que não tem tempo de semear amor?
(Poesias extraídas do livro "Sementes de vida e morte" de Samuel Rezende)
Se te amando terei sorriso nos lábios
Se te querendo hei de ter beijando
Do celebrado amor todos os alfarrábios
Se vou partir que seja docemente
Se docemente terei toda alegria
Se te tocando hei de gozar livremente
Da esperança de tê-la todo dia
Se vou ficar que seja inflamado
Se inflamado desvendarei segredos
Se penetrando no teu colo adorado
Da dor prazer cinzelarei teus medos
Ao depurar teus medos deixarei
Que o medo de perder-me te domine firme
Não sei se isto é egoísmo ou crime
Receio de perdê-la chamarei
Se há crime em amar com medo
Que a folha de papel engula esse segredo
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Espalhei flores
Colhi espinhos.
E a lei de semeadura?
Escondeu-se?
Não, pensando melhor
Os espinhos não fazem parte das flores?
Porque acho estranho
Colher espinhos em vez de flores?
Poderia ser o galho seco,
As pétalas caídas,
Pelo menos elas não machucam.
Mas, pensando bem
Porque não colher espinhos?
O golpe sutil
Pode servir para extrair
Uma gota de sangue ruim
Que ainda circula em minhas veias.
Mas, a quem isso interessa?
A um mundo em pressa
Que não têm tempo de olhar flores?
Espalhei amor
Colhi ingratidão.
E a lei da semeadura?
Recolheu-se?
Talvez seja o período da hibernação
O inverno, a estação
De vestir casaco, de buscar um ninho quente
Nesse caso, a semeadura talvez esteja
Esquentando algum doente.
Mas, então se esqueceu de mim?
Não, pensando bem
Porque revoltar-se com a ingratidão?
Esse punhal cravado
Pode atingir um nervo atrofiado
Restaurar um movimento.
Mas, a quem isso interessa?
A um mundo em pressa
Que não tem tempo de semear amor?
(Poesias extraídas do livro "Sementes de vida e morte" de Samuel Rezende)