A esperança (para a delicada platonista)
Onde repousar as costas cansadas? Em um mundo alquebrado?
Como pensar, quando os pensamentos são caçados?
Como analisar, pesar os prós e os contras, se tudo chega mastigado?
Trilhas, armaduras, correntes e algemas...
Reflexos de um mundo que têm respostas pra tudo.... e pra nada
Onde repousar as costas alquebradas? Em um mundo cansado?
Como caçar os pensamentos, quando pensar?
Como mastigar, os prós e contras, se tudo chega analisado?
Algemas, correntes, armaduras, trilhas
Pra nada... pra tudo o mundo têm respostas, seriam reflexos condicionados?
Caminhar pelas mesmas trilhas lamacentas
Como o gado à procura da água
E beber aquilo que nos oferecem, matar a sede... se iludir
Ela volta ... e volta ... e volta...
E as doses aumentam
Assim como aumenta a intensidade das indagações
Onde repousar os pensamentos? Em palavras gastas pelo tempo?
Nos filósofos que tanto escreveram e pouco responderam?
Nos palcos levantados pela arte que não ensina a arte de responder?
As variações prosseguem intermitentemente
Como se línguas sibilantes lançassem um veneno incontrolável
Medusas erguem-se invadindo o labirinto do minotauro
Teseu se rende, Ícaro nem tenta voar, e Dédalo rasga a sua planta
Zeus incendeia seu Olimpo
As lendas retiram-se, já nada significam
Cabeça baixa, pés acorrentados, em silêncio
Caminham por cavernas escuras ao som de gemidos e lamentos
Onde repousar as costas ensangüentadas?
Não encontrei melhor resposta do que aquela do madeiro em forma de cruz
A esperança é como luz bruxuleante
Investindo altiva e guerreira contra as trevas da ignorância
A esperança ...
Como pensar, quando os pensamentos são caçados?
Como analisar, pesar os prós e os contras, se tudo chega mastigado?
Trilhas, armaduras, correntes e algemas...
Reflexos de um mundo que têm respostas pra tudo.... e pra nada
Onde repousar as costas alquebradas? Em um mundo cansado?
Como caçar os pensamentos, quando pensar?
Como mastigar, os prós e contras, se tudo chega analisado?
Algemas, correntes, armaduras, trilhas
Pra nada... pra tudo o mundo têm respostas, seriam reflexos condicionados?
Caminhar pelas mesmas trilhas lamacentas
Como o gado à procura da água
E beber aquilo que nos oferecem, matar a sede... se iludir
Ela volta ... e volta ... e volta...
E as doses aumentam
Assim como aumenta a intensidade das indagações
Onde repousar os pensamentos? Em palavras gastas pelo tempo?
Nos filósofos que tanto escreveram e pouco responderam?
Nos palcos levantados pela arte que não ensina a arte de responder?
As variações prosseguem intermitentemente
Como se línguas sibilantes lançassem um veneno incontrolável
Medusas erguem-se invadindo o labirinto do minotauro
Teseu se rende, Ícaro nem tenta voar, e Dédalo rasga a sua planta
Zeus incendeia seu Olimpo
As lendas retiram-se, já nada significam
Cabeça baixa, pés acorrentados, em silêncio
Caminham por cavernas escuras ao som de gemidos e lamentos
Onde repousar as costas ensangüentadas?
Não encontrei melhor resposta do que aquela do madeiro em forma de cruz
A esperança é como luz bruxuleante
Investindo altiva e guerreira contra as trevas da ignorância
A esperança ...